quarta-feira, 1 de abril de 2026

Vamos à Lua?

 A Missão Artemis II é o primeiro voo tripulado do programa Artemis da NASA, marcando o retorno de seres humanos à órbita lunar após mais de 50 anos (desde a Apollo 17 em 1972).

Principais Características da Missão



• Tripulação: Leva quatro astronautas a bordo da espaçonave Orion.

• Sem Pouso: A nave realiza um sobrevoo ao redor da Lua (trajetória de retorno livre) sem pousar na superfície lunar.

• Duração: A viagem espacial dura aproximadamente 10 dias.

• Objetivo Principal: Testar os sistemas de suporte à vida humana, comunicações, navegação e o desempenho da cápsula Orion e do foguete SLS (Space Launch System) no espaço profundo, garantindo segurança para futuras missões de pouso.

• Marco Histórico: A missão alcançou distâncias recordes, permitindo que a tripulação observasse o lado oculto da Lua e regiões afastadas do nosso planeta.


Missão Artemis: explorar a Lua e construir a ‘estrada’ para Marte

A transição de um campo gravitacional para outro é mais complexa do que parece. Ela afeta a orientação espacial, a coordenação entre cabeça e olhos, a coordenação motora, o equilíbrio e a locomoção, podendo levar alguns tripulantes a sofrerem de enjoo espacial.

A aterrissagem de uma espaçonave em Marte pode ser desafiadora, já que os astronautas precisam se adaptar ao campo gravitacional de outro corpo celeste. Ao passarem da ausência de gravidade para a gravidade, os astronautas podem apresentar intolerância ortostática pós-voo, condição na qual são incapazes de manter a pressão arterial ao se levantarem, o que pode causar tonturas e desmaios.

A NASA descobriu que, sem a gravidade da Terra afetando o corpo humano, os ossos que suportam peso perdem, em média, de 1% a 1,5% da densidade mineral por mês durante voos espaciais. Após o retorno à Terra, a perda óssea pode não ser completamente corrigida pela reabilitação; no entanto, o risco de fraturas não é maior. Sem uma dieta adequada e exercícios físicos regulares, os astronautas também perdem massa muscular em microgravidade mais rapidamente do que perderiam na Terra.

Além disso, em microgravidade, os fluidos corporais deslocam-se para a cabeça, o que pode exercer pressão sobre os olhos e causar problemas de visão. Se medidas preventivas ou de mitigação não forem implementadas, as tripulações podem apresentar um risco aumentado de desenvolver cálculos renais devido à desidratação e ao aumento da excreção de cálcio dos ossos.

Fonte: NASA

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